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CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Tiago, 13 anos

«O meu diagnóstico de hiperatividade e défice de atenção foi feito no 1º ano. Eu nunca tive jeito para jogar futebol porque era descoordenado e não prestava atenção à bola. Quase ninguém percebia o que eu dizia, porque falava muito e muito rápido tendo que repetir várias vezes. Quando não tomava medicação, só me apetecia falar com os meus colegas na sala de aula. De tal maneira que a professora sugeriu que eu levasse um livro para ler quando acabasse os trabalhos, em vez de falar.

Eu no 1º Ciclo não notava muito o meu comportamento alterado porque eramos todos uns piolhos elétricos, mas no 2º Ciclo comecei a notar que me portava muito pior que os meus colegas quando não tomava medicação. Uma professora dizia que eu parecia o palhacinho da turma.»

Excerto gentilmente cedido pelo Tiago e pelos pais e autores do livro “Hiperatividade e Défice de Atenção”, Ed. Verso de Kapa

 

Francisco, 12 anos

«Estes são os meus sentimentos: Quando as pessoas  pedem para eu estar atento, eu fico um pouco mais atento ou quando os professores gritam comigo, ou eu fico chateado e cansado, fico muito nervoso, sem saber o que fazer. Aí nota-se que eu sou diferente dos meus colegas e fico parado sem pensar. As frases que eu mais oiço são "cala-te", "vira-te para a frente". "porta-te bem", "está atento".

Quando vou para a escola vou contente porque vou estar a correr, jogar à bola e este é o ano em que me deixam jogar mais à bola. Há professores que não me entendem e os outros que me compreendem falam baixo e devagar. No final do dia estou feliz porque volto a casa.

De vez em quando, os meus pais zangam-se porque levo muito tempo para fazer as coisas. Apesar de ter problemas, eu sou feliz."

Excerto gentilmente cedido pelo Francisco e pelos pais e autores do livro “Hiperatividade e Défice de Atenção”, Ed. Verso de Kapa